Opss!! Ando bemmmmm sumida. Mas, tenho novidades :) ... Fui selecionada num projeto adorável, o projeto pão e poesia para o ano de 2017.
Me encanta a ideia de que minha poesia estará na vida cotidiana das pessoas, em momentos simples, na mesa, no trajeto da padaria p/ casa ....
Fiquei muito feliz de ser selecionada, mais feliz ainda por ser a única Pernambucana...
Simbora passear pelo Sul!
http://www.blumenews.com.br/n/calendario/0/5268/projeto-pao-e-poesia-2017-divulga-poetas-e-poemas-selecionados
Tudo que sou, assim como tudo o que sinto, ficam evidentes nos meus momentos de inspiração que são intensos, dolorosos, reveladores e transformadores. Alguns momentos no dia, me fazem perceber de quantas faces sou feita, de onde partem meus sonhos. Nas minhas reações sobre as situações vividas busco nas palavras que escrevo a minha essência ... o meu eu. Seja lá o que ainda tenho para descobrir, sinto que é POESIA.... (Por Valéria Sales) "Carpe diem quam minimum credula postero"
domingo, 13 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Mulher exótica.
Colo,
Saboneteiras, com a poesia que definiu Vinícius de Moraes (assim, há muita importância).
Seios fartos,
Barriga,
Alguma cintura,
Nádegas muito comuns,
Coxas pesadas,
"Canelas" desenhadas a mão para calçarem saltos,
Tornozelos nem um pouco sensuais,
Pés estranhos,
As mãos e seus dedos tortos,
Boca, nariz, testa, olhos, bochechas, orelhas: feitos mesmo para dar muita informação.
Um corpo para dizer muito.
Tamanha desarmonia que parece pensada: " - Põe seios tortos! Um maior que o outro, para que sejam muitas as falhas. Ela não pode parecer feita por um especialista".
São mil os traços que parecem de outros desenhos.
Mistura em panela de barro, no forno a lenha.
E esses cabelos negros? São meus mesmo?
Ah!Essa coisa tão difícil de ser tão óbvia, mas levar muito tempo para descobrir o que combina.
Viva as madeixas pretinhas!
Exótica? Ainda não sei o que quer dizer.
Horrível, feia, estranha, diferente, incompreensível, ausência de beleza, beleza única, personalidade...
Um eterno "se" que, na verdade, fala mais dos outros.
A excentricidade de ser eu mesma, garota montada em quebra-cabeça, na minha específica discrepância, me garantiu alguma graça.
Ou, pelo menos, alguma coerência.
Valéria Sales.
Saboneteiras, com a poesia que definiu Vinícius de Moraes (assim, há muita importância).
Seios fartos,
Barriga,
Alguma cintura,
Nádegas muito comuns,
Coxas pesadas,
"Canelas" desenhadas a mão para calçarem saltos,
Tornozelos nem um pouco sensuais,
Pés estranhos,
As mãos e seus dedos tortos,
Boca, nariz, testa, olhos, bochechas, orelhas: feitos mesmo para dar muita informação.
Um corpo para dizer muito.
Tamanha desarmonia que parece pensada: " - Põe seios tortos! Um maior que o outro, para que sejam muitas as falhas. Ela não pode parecer feita por um especialista".
São mil os traços que parecem de outros desenhos.
Mistura em panela de barro, no forno a lenha.
E esses cabelos negros? São meus mesmo?
Ah!Essa coisa tão difícil de ser tão óbvia, mas levar muito tempo para descobrir o que combina.
Viva as madeixas pretinhas!
Exótica? Ainda não sei o que quer dizer.
Horrível, feia, estranha, diferente, incompreensível, ausência de beleza, beleza única, personalidade...
Um eterno "se" que, na verdade, fala mais dos outros.
A excentricidade de ser eu mesma, garota montada em quebra-cabeça, na minha específica discrepância, me garantiu alguma graça.
Ou, pelo menos, alguma coerência.
Valéria Sales.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Assovio eterno.
Meu coração palpita aflito.
Minhas mãos gelam.
A frieza que alcança meu coração toma conta das extremidades.
Sou toda medo.
Esqueci que sei escrever.
A caneta muda me sufocou.
Sou tantos erros como um efeito dominó.
Agora, não há positividade.
Não enxergo nada de bom.
Sou apenas o lamento de estar onde estou.
Como suportar?
Como permitir tantas ausências?
Ah! O tempo que ficou para trás!
Esse tempo, ele tem um peso.
O peso que endurece meu corpo.
Carrego-me pesada como um ser desmaiado.
Levo a consequência como um anjo mau.
O vento assovia no 8° andar,
Eu não sei responder.
(Valéria Sales)
Minhas mãos gelam.
A frieza que alcança meu coração toma conta das extremidades.
Sou toda medo.
Esqueci que sei escrever.
A caneta muda me sufocou.
Sou tantos erros como um efeito dominó.
Agora, não há positividade.
Não enxergo nada de bom.
Sou apenas o lamento de estar onde estou.
Como suportar?
Como permitir tantas ausências?
Ah! O tempo que ficou para trás!
Esse tempo, ele tem um peso.
O peso que endurece meu corpo.
Carrego-me pesada como um ser desmaiado.
Levo a consequência como um anjo mau.
O vento assovia no 8° andar,
Eu não sei responder.
(Valéria Sales)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
O Começo aos 27.
Completei 27
primaveras, então bateu uma sensação nostálgica ao relembrar como eu achava que
seria quando tivesse a idade que tenho, quando era criança. Sinto-me longe de
tudo, tanto do que eu sonhava quanto da minha infância. Eu achava que aos vinte
e cinco anos casaria, então lá pelos 27, certamente, já teria um filho, um
carro, alguns livros publicados, muitos saltos altos e seria profissionalmente super
bem sucedida. Diferente de tudo que sonhava, a realidade hoje é que me sinto
mais jovem do que acharia que sentiria e não sou nada daquilo que descrevia
quando ainda não sabia nadinha da vida. Aos 27 anos, depois de mais de 9.720
dias vividos (os anos bicestos não me permitem ser mais exata) me sinto
COMEÇANDO, não como a adolescente que já fui, aquela que também começava, mas,
de outra forma, de um jeito que começava do zero. Hoje eu venho começando dos
25, 26 e agora começo aos 27, quando já sei algo sobre a vida, já sei um pouco
do amor, mas, como quem está iniciando eu busco e tenho muitas dúvidas. Não
tenho mais a mesma fúria pela vida, ansiedade de adiantar, aprecio com calmaria,
sinto outros sabores. Hoje reconheço com alguma maturidade que meu paladar pode
provar mais, mas cada sabor no seu tempo, sem tanta pressa. Um barzinho e uma
cerveja fazem minha felicidade e saltos altos para ocasiões mais formais, na
maioria do tempo me atrai o conforto. Quando eu achei que teria uma vida
completa é quando eu estou dando primeiros passos, começando minha carreira
profissional, aprendendo a ser adulta, lidando com as novidades dos
relacionamentos, eu não sei nada sobre as pessoas. Hoje escrevo de outra forma,
já não é como quando era pequena e escrevia estorinhas que imediatamente
ficavam coloridas em minha mente, escrevo um tanto mais enigmática: vermelho,
preto e branco, mais sofisticada, talvez. Alcanço uma fase que sou mais livre
de mim mesma, pois, foi quando dei um grito de coragem e quis me conhecer. Acabo
me rendendo ao pensamento de que se eu teria tantas coisas aos 25 anos eu não
deveria estar engatinhando, como estou, mas ao mesmo tempo interrompo essa
ousada náusea e lembro que caminho na velocidade da minha idade, aos 27 km/h, que
já é muito, apesar de não ser. Cheia de
sonhos para sonhar, justamente na época em que posso realizar, parece mais real
do que na infância. Sei que outras pessoas com características semelhantes as
minhas estão em outros pontos da vida, mas cada um com sua própria história. Para
mim, há muito futuro ainda. Eu sinto que o “haverá, estará e virá” são verbos que
acredito mais do que já acreditei um dia. Já descobri coisas bem legais da
vida, viver é interessante, apesar de ter notado também que é bem difícil.
Antigamente, nada parecia ser tão difícil, nem havia tanta responsabilidade. Em
contrapartida, eu não era futuramente e, sinceramente, não era tão bom quanto é
hoje. Aos trezentos
e vinte e quatro meses eu estou apenas iniciando a vida, mesmo mais íntima com
ela, mal sei o resultado da soma de: Infância+adolescência+juventude. Não sei
mesmo contar. Ainda que reconheça que tenho quase três dezenas não sei 1/3 da
metade da matemática que eu ainda vou ser. Por isso, não me entristeço por não
ser nada que eu imaginei e reconheço que minha imaginação não era nada real,
era, somente, imaginação por si só, como imaginamos coisas todos os dias. Não
devo nada a essa imaginação vil. Prefiro me imaginar como um pássaro que voa de
acordo com os obstáculos, eu já aprendi a voar, mas com um pouco mais do que metade dos anos que vivem um falcão preciso executar voos diferentes
a cada necessidade e inocentemente ainda não sei o que sou capaz de fazer.
Estou voando agora pela rua do meu trabalho, rua que não andava antes e isso já
é algo novo, mesmo assim sou inexperiente para o voo de amanhã. Como comecei o
texto: “Completei”, com ajuda dos anos, o que é preciso para começar. Começo a
partir de agora.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
"Necessaire"
Tive vontade de ser necessária,
essencial na vida das pessoas.
Como se fosse um sentido para a vida.
Sem visualizar meu próprio futuro, olhei para os lados.
Quis ser como um detalhe especial.
Sonhei ser a solução.
Cuidei em não deixar faltar nada.
Para ser necessária eu precisava ser mais do que inteira.
Inteira e a metade, uma soma nem um pouco exata.
Sem perceber os outros foram se tornando necessários para mim.
Não podia me imaginar sem raízes.
Tudo se confundiu.
Sem sentir, o necessário foi ficando maior do que deveria.
Fui me afastando do equilíbrio.
Tão presa a exageros.
Falsa liberdade é o mesmo que nenhuma liberdade.
Perdeu a graça, enxerguei a dependência.
Nunca fui necessária para ninguém.
Tudo que é preciso as pessoas fazem sozinhas.
Eu fui apenas alguém que se esforçava para ser qualquer coisa sem sentido.
As pessoas são próprias.
Delas mesmos.
É uma guerra perdida,
não há nobreza em querer ser o que, na verdade, não é,
nunca haverá agradecimento suficiente à quem se joga,
Ninguém pede suicídio.
Ninguém mudará suas escolhas por quem já escolheu.
Alívio, então, eu posso ser minha.
Sustentando tudo o que realmente me faz viver.
O necessário!
Na minha própria "necessaire" carrego o que é indispensável.
(Valéria Sales)
essencial na vida das pessoas.
Como se fosse um sentido para a vida.
Sem visualizar meu próprio futuro, olhei para os lados.
Quis ser como um detalhe especial.
Sonhei ser a solução.
Cuidei em não deixar faltar nada.
Para ser necessária eu precisava ser mais do que inteira.
Inteira e a metade, uma soma nem um pouco exata.
Sem perceber os outros foram se tornando necessários para mim.
Não podia me imaginar sem raízes.
Tudo se confundiu.
Sem sentir, o necessário foi ficando maior do que deveria.
Fui me afastando do equilíbrio.
Tão presa a exageros.
Falsa liberdade é o mesmo que nenhuma liberdade.
Perdeu a graça, enxerguei a dependência.
Nunca fui necessária para ninguém.
Tudo que é preciso as pessoas fazem sozinhas.
Eu fui apenas alguém que se esforçava para ser qualquer coisa sem sentido.
As pessoas são próprias.
Delas mesmos.
É uma guerra perdida,
não há nobreza em querer ser o que, na verdade, não é,
nunca haverá agradecimento suficiente à quem se joga,
Ninguém pede suicídio.
Ninguém mudará suas escolhas por quem já escolheu.
Alívio, então, eu posso ser minha.
Sustentando tudo o que realmente me faz viver.
O necessário!
Na minha própria "necessaire" carrego o que é indispensável.
(Valéria Sales)
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Inconsciente
Inconstante,
Inseparável,
Incrível,
Impetuoso,
Imaturo,
Indiscreto,
Talvez intruso.
Consciente de que pode machucar,
Ele faz o que quer.
Inclusive ficar em silêncio.
Até mesmo ficar escondido.
Meu corpo já sentia.
Meus pés coçavam.
Minha cabeça doía.
Tudo já explodia.
Mala cheia,
Nenhum espaço vazio.
Bagagem da vida que ficou calada.
A carga são os sonhos escondidos.
O peso é a parte não vivida.
Consciente dele mesmo,
Deixou-me de fora.
Simplesmente decidiu: - “Não deixo você conhecer”!
Intruso sim!
Mandou em mim.
Ditadura particular.
Legislação da discrição.
Alguma insanidade.
Ausência de amor próprio.
Parei de obedecer.
Não quero mais ser cega.
Cegueira ruim, dor interna.
Passei a conhecer.
Um determinado dia cheguei para dizer: “ Eu posso sonhar”.
Não preciso o tempo todo calar.
É meu direito tocar.
Tocar em quem me constrói.
E agora é só barulho,
Aqui em casa, ninguém surdo.
Nós que mandamos!
Inconscientemente constantes.
(Valéria Sales)
Assinar:
Postagens (Atom)

